EIXOS ELABORADOS PELA COMISSÃO DE CONTEÚDOS COM OS APORTES RECEBIDOS DA CONSULTA REGIONAL

As assembleias são espaços de debate que funcionarão simultaneamente nas manhãs dos dias 23 e 24 de novembro. As indicações temáticas de cada um dos eixos não são taxativas, mas são possíveis orientações e propostas por quem participou da consulta. Sugere-se ter uma breve apresentação do tema, que deverá ser preparado por alguma ativista ou rede da região, para dar o pontapé dos debates. É importante ter em conta que as assembleias funcionarão por mais de três horas e que devem propor para a plenária   da assembleia do ultimo dia, eixos de ação possível a nível regional.

1. CORPOS, SUBJETIVIDADE E DIREITOS

 Corpo e imagem. Direito à sexualidade, à liberdade e aos direitos reprodutivos. Aborto Legal. Violência Institucional. Normativa patriarcal. Mulheres, natureza y ancestralidade. Estratégias regionais.

2. RACISMO E DISCRIMINAÇÃO (DESCRIÇÃO DA CONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE RACIALIZADA)

Intersetorialidade das opressões e das lutas. Identidade racial, gênero, vozes e expressões das resistências. Corpo racializado. Epistemologia feministas. Empoderamento da estética negra. Reconhecimento dos saberes ancestrais.

3. DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA ECONOMIA FEMINISTA

Cuidados. Sustentabilidade da vida. Trabalho remunerado e não remunerado. Divisão sexual do trabalho. Racismo e economia.

4. DEMOCRACIA, ESTADO LAICO E FUNDAMENTALISMO (INCERTEZAS DO MOMENTO POLÍTICO)

O movimento conservador: “Ideologia de gênero”. Secularização da política. Grandes projetos extrativistas, ameaças à sociedade. Consumismo e urgência. Democracia e racismo. Violências urbanas, perspectiva das mulheres e resistências feministas.

5. OS NOMES DOS FEMINISMOS

Neste eixo deverá debater como reconhecer nossas diferenças políticas, estratégias, táticas. Porém, ao tempo para fazer coisas juntas.

Feminismos populares. Feminismos autônomos. Feminismos indígenas. Feminismos comunitários. Eco feminismo. Transfeminismo. Feminismos Queer. Feminismo descolonial. Feminismos Afro.

6. GUERRAS E RESISTÊNCIA COLETIVA. EXPULSÕES, TERRA E TERRITÓRIO

Defesa dos DDHH, perseguição de ativistas e criminalização. Grandes projetos transnacionais extrativistas, seus impactos nos direitos das pessoas. Processo de paz, a perspectiva das mulheres e sua participação. Relação entre lutas de defesa do território e feminismos. Violências urbanas, perspectiva das mulheres e resistências feministas.

7. VIOLÊNCIA DE GÊNERO. NEM UMA A MENOS

O núcleo duro da violência: O que não vemos? Novas expressões feministas –  Ações e reações. Articulação entre organizações e políticas públicas.  Monitoramento das organizações feministas no cumprimento das obrigações dos Estados quanto aos Direitos Humanos das Mulheres. Boas práticas feministas em relação à prevenção e defesa do direito de viver livres de violências na região. Violência racial.

8. AUTOCUIDADO, PROTEÇÃO E BEM VIVER FEMINISTA/FALEMOS DE AMOR

Proteção às mulheres despatriarcalizando os homens. Pensar formas de vínculo de amor desde uma perspectiva feminista. Pedagogia e cultura de paz. Redes de  cuidado    para    as    mulheres    toxicomanas    em    situação    de vulnerabilidade.

Sustentabilidade feminista, lutas e resistências. Cuidar dos nossos espaços e apoiar- nos do amor, combatendo às relações patriarcais desde o interior dos nossos coletivos. “autocuidado, proteção e bem viver feminista. Metodologias  experimentais de biodança; taping para cura emocional; pintura e construção de uma ética para cuidados.

9. DIVERSIDADE, AUTONOMIA E PODER: DILEMAS E DESAFIOS

Práticas feministas sobre a igualdade e não discriminação da  diversidade. Autonomia das mulheres e exercício de poder nos movimentos feministas. Diversas mas não dispersas: igualdade e poder nos feminismos.

DIVERSAS MAS NÃO DISPERSAS!